Essa historinha é bacana, todos sabem bem o desfecho, ou quase todos, nem todas terminam como no cinema. Mas, são personagens simbólicos de cenas reais. Essa eu conheci no dia de hoje, quase sem querer. Ouvi de uma comerciante e achei legal, bem, sobre o local, foi numa cidade distante desta, onde um rato conseguiu alcançar com tranquilidade o delicioso queijo que tanto desejava. Normal? Vamos para a cena real, a Dona Mirandinha tem uma casa comercial ao lado da Delegacia de Polícia, aliás, é tão do lado que é parede com parede. De imediato se imagina que ela está protegida, certo? Mas, os gloriosos policiais fecham a Delegacia na hora do almoço e vão embora às 18 horas, trabalham no horário comercial, não abrem aos sábados, domingos e feriados. A Dona Mirandinha estava muito tranquila até o dia em que encontrou sua loja arrombada pelo telhado.
Estava muito satisfeita com a presença de policiais, de vez em quando eles passavam por sua calçada imprimindo respeito, nenhum vagabundo ficava para ver os policiais. Ela estava confiante com o privilégio de ter uma segurança bem do ladinho, quem tem esse privilégio? Mas, os arrombadores eram ousados, percebendo que a Delegacia ficava fechada à noite, de quinta para sexta-feira de madrugada eles puseram seu plano em ação e deu tudo certo. Mas como?
Sei que bandidos não possuem asas, esses pestes andam normalmente, são pessoas preparadas para os atos criminosos, eles não se importaram com a Delegacia ao lado, passaram por cima sem nenhum problema, com a mesma fechada e funcionando como um comércio de rua, ali não havia policiais para nada, tudo trancado no cadeado. A Dona Mirandinha chegou às 07:50 horas e abriu a sua loja, do lado a Delegacia estava fechada. Sua surpresa foi assustadora, toda uma prateleira de mercadorias de primeira qualidade fora afanada, deu para ver que os bandidos arrombaram o telhado de sua loja e roubaram o que quiseram. Que prejuízo danado. Ela sempre confiou que estava segura, nunca quis colocar o sistema de câmeras e muito menos o de vigilância eletrônica, seria um gasto a mais.
Foi somente às 08:30 horas que os policiais chegaram na Delegacia de Polícia, a esta altura os bandidos já deveriam estar em outra cidade ou tomando tranquilamente, sossegadamente o café da manhã. Bom, foi feito o boletim de ocorrência, os policiais olharam muitas vezes e ela ficou no prejuízo.
Em analogia, consideramos que o rato é o bandido, o gato a polícia e o queijo representa o comércio. Enquanto o gato gordo e dorminhoco dormia o sono dos deuses, o rato esperto passou por cima do gato, ainda limpou a patas nas costas do gato e prazeirosamente encontrou com relativa facilidade o queijo pretendido. Qual foi a dificuldade do rato? Simplesmente subir por cima do grande e dorminhoco gato, foi fácil pegar o queijo.
Enfim, por essa analogia, cabe a cada cidadão cutucar e despertar o gato de seu sono, para que este fique atento e possa apanhar o rato, afinal, quem é mais esperto, o rato ou o gato? E o queijo vai ficar fazendo o quê? Nada? Não sai da zona de conforto? O gato precisar mostrar seus miados e espantas as ratazanas e, na medida do possível apanhar o rato e mostrar para todos, o crime não compensa.
Vamos descruzar os braços e cutucar o gato? Vamos? Vamos mesmo?



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