sexta-feira, 14 de setembro de 2018

SINDICOM E MINISTÉRIO PÚBLICO DISCUTEM COM ÓRGÃOS DE SEGURANÇA SOLUÇÕES PARA A ONDA DE VIOLÊNCIA NA CIDADE NOVA

Com o objetivo de frear a violência crescente na região de Comércio da Cidade Nova, foi realizada uma importante reunião a pedido do Sindicato do Comércio Varejista de Marabá - SINDICOM ao Ministério Público do Estado do Pará - MPPA à Dra. Josélia Leontina de Barros, que prontamente convocou todos os órgãos de segurança pública para ouvirem e tomarem as providências quanto a situação de assaltos, roubos e arrombamentos, que afeta todo o perímetro urbano, uma verdadeira onda de pavor. A reunião aconteceu na manha de hoje (13/09) no Auditório do Ministério Público e contou com a participação do Policia Militar, DMTU, Postura Municipal, além do Chefe de Gabinete do Prefeito e diversos comerciantes.


A reunião serviu para apresentar uma panorâmica preocupante, todo o comércio precisa receber a atenção dos agentes de segurança, os comerciantes encontram-se totalmente desprotegidos, justamente por não haver rondas nas ruas comerciais, apenas a passagem das viaturas. O Sindicom através do seu diretor, Francisco Arnilson, apresentou um quadro da situação, por um lado, temos a Prefeitura com muitas obras, tornando a cidade cada vez mais limpa, mais organizada e melhor de se viver e, ainda tendo que conviver com outros problemas que caminham para uma solução. É o caso da Praça da Bíblia e do Idoso que já concentram noturnamente enorme contingente de usuários de drogas, as praças estão cheias deles, mas, o problema é bem maior em relação a Praça de São Francisco que concentra usuários em todos os horários, a todo momento é possível encontrar pessoas drogadas que se encondem como flanelinhas, estes causam vários problemas com os proprietários de carros e entre eles, tudo por conta do vício. Os flanelinhas em sua maioria são usuários de drogas e eles abordam os veículos nos estacionamentos e riscam os carros de quem não pagar o que eles pedem, é um problema que assusta. Um líder deles (flanelinhas) detém em um bambuzal um repertório de mochilas vazias, prontas para guardar objetos.

Os comerciantes reclamaram da Delegacia de Polícia Civil, que funciona em horário comercial, fechando à noite, aos sábados, domingos e feriados, não enfrentando a difícil realidade da Praça, quando mais se precisa, ela está com cadeado no portão. Reclamaram da retirada do Trailer que servia de base para a Polícia Militar, foi retirado e o local ficou a ermo, totalmente desguarnecido, imaginem o tamanho da praça e nenhum policiamento.

Através de um grupo de whatssapp os comerciantes estão interagindo, diariamente é possível sentir a temperatura no comércio, e é assustador comprovar que este anos tivemos dois homicídios e, pelo menos dois arrombamentos por semana, sem contar os furtos de valores menores. Roubam de tudo, de secador de cabelo a liquidificador, de bateria de carro a bicicletas e os comércios são os alvos preferidos.

A Lia da Liberdade que é Diretora do Sindicato do Comércio, detém vasta experiência pelo trabalho que fez e continua a fazer na Liberdade, por meio de muita reuniões envolvendo comerciantes e os órgãos de segurança pública, convive com mais tranquilidade, embora, em relação ao tema da segurança pública não mereça nem um pouco de sua desatenção. O bairro da Liberdade era uma área vermelha, havia mortes na praça pública e, com o apoio do Neto que é vice-presidente do Sindicom, iniciaram uma luta de combate a violência no tempo do Coronel Margalho, hoje o bairro é uma área Azul. Para Lia, que é contra a colocação do trailer, a ronda policial é a melhor estratégia. Na praça há uma construção de alvenaria, era justamente para dar suporte a base policial, com banheiro e e ser climatizado, mas, não foi isso que aconteceu. Agora, se na praça não se vê uma viatura, não se faz uma ronda a pé, não se vê um policial, aí fica mesmo descoberto.

Segundo Lia, foi feito um trabalho importante na Liberdade, sem que se imaginasse, bem cedinho, oito horas da manhã faziam blitzes de surpresa, era no começo e no final da Antônio Vilhena, não tinha como escapar. As blitzes aconteciam em bairros diferentes e sem avisos. Dava muito resultado.

Na reunião ocorrida no dia 14 de agosto com o Sub-Comandante do 4º BPM ficou acertada a realização de rondas e é preocupante saber que elas não estão sendo realizadas, principalmente nos horários das 8 horas da manhã e das 12 às 14 horas, muito menos de tarde e à noite. Para Lia, como era feito no passado, a melhor ação é feita conjuntamente com todos os órgãos de segurança, inclusive com a Guarda Municipal, para a realização de barreiras de vigilância.

Um empresário do setor educacional registrou a dificuldade em se fazer um boletim de ocorrência, a Delegacia sempre está fechada e as pessoas acabam desistindo, daí, as estatísticas não refletem a realidade dos casos. Uma empresária alertou que os números seriam maiores se não fosse o descrédito, destaca que já foi assaltada várias vezes, dentro e fora da sua empresa em todas as modalidades, a dificuldade existe, a gente chega e se depara com uma realidade pior que a nossa e nos deixa com mais receio, lá não flui é lento. A colocação das viaturas circulando nas vias comerciais ajuda muito. E conta um caso recente, ocorrido na semana passada, um meliante entrou armado para assaltar e se deparou com um policial à paisana e se retirou. O fechamento de sua loja é um serviço rápido, como medida protetiva, são técnicas criadas para enfrentar a criminalidade.

A empresária chamou a atenção para o trabalho dos taxis-lotação, agem com muita imprudência, param aonde querem, no meio da pista e fazem tudo de errado, isso mostra a falta de comprometimento com a segurança pública e dos passageiros, a maioria desses carros estão com as portas amassadas. Afirma que está faltando vagas de estacionamento, às vezes dá quatro voltas e não encontra uma vaga de estacionamento.


A REUNIÃO FOI BASTANTE PRODUTIVA
A Dra. Josélia Leontina Promotora de Justiça do Estado do Pará, cuja atuação é mais focada no Urbanismo, Trânsito e Meio Ambiente, saindo um pouco de sua missão acolheu a causa da Segurança Pública, convocou todos os órgãos de segurança para debater sobre a problemática que vem afetando seriamente o município e, em especial a Cidade Nova, por solicitação do Sindicato do Comércio Varejista de Maraba - Sindicom, por meio da Diretora Lia da Liberdade. Foi convidada a Delegada Dra. Simone, que está viajando e não pode comparecer. Os assuntos tratados serão repassados para ela. A Polícia Militar tem que ouvir o que os senhores estão dizendo para fazer o seu trabalho, na questão da ronda, do funcionamento do trailer, eles pagam um aluguel caro, todos os tipos de impostos e não estão tendo retorno. 

O momento foi oportuno para se ver os problemas e as soluções. Em relação a Praça São Francisco o problema é maior, a Promotora disse: "ali há o problema do tráfico de drogas, venda de alimentos sem nenhum controle da vigilância sanitária, é um cheiro ruim, não tem lugar para estacionar, não tem nada, virou um caos, está largado." E sentenciou: "todos foram convidados e tem que assumir as suas responsabilidades, o DMTU com relação aos flanelinhas e com o estacionamento, a Guarda Municipal com relação a guarda patrimonial, a Postura com a forma de intervir, todos dirão como prestar um serviço melhor, com as rondas. Além da economia está ruim, prejudicando o comércio,

Walmor Costa - Chefe de Gabinete do Prefeito de Marabá
Representando o Prefeito Tião Miranda veio acompanhar de perto este problema. Acredita que boa parte dos problemas será atacada em relação aos flanelinhas com a reforma da Praça São Francisco, onde a concentração é maior e as reclamações são maiores. Acredita que a segurança é dever de todos, dai o Prefeito tem trabalhado melhorando estas questões em muitos aspectos, como a iluminação que já está bem melhor. A Guarda Municipal tem feito a ronda e pode passar a escala para o Sindicom, feita em órgãos públicos como hospitais, escolas e etc. Também com o trabalho do Departamento de Postura, no entanto, ainda falta muita coisa.

A Cidade está mais limpa, mais organizada, sinalizada, sei que há reclamações acerca dos comerciantes sobre as placas de proibido estacionar.

Tenente Coronel Sylvio Profeta - Comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar
Recém chegado ao Comando do Quartel, pouco mais de 20 dias. Enfatizou que a Polícia Militar tem suas dificuldades de atuação, trabalham no limite. Sabe de uma reunião que o Major participou e vai verificar e analisar sobre o que foi acertado nas rondas. As ações policiais, disse o Coronel, vão aonde estão as manchas vermelhas de problemas. Todas as semanas fazem reuniões com os órgãos e tem verificado sobre as melhoras. Sobre a colocação da Dra. Josélia de se fazer uma base para a Polícia na Praça São Francisco o Coronel concordou positivamente que é importante, e disse que vai verificar porque retiraram o trailer. 

A Dra. Josélia indagou ao Coronel se ele sabia de alguma situação relativa a Praça São Francisco, a resposta foi não. Nenhuma reclamação. Está sendo informado agora, nesta reunião. 

Jocenilson - Diretor do Departamento de Transito
A Dra. Josélia cobrou do DMTU sobre a situação dos estacionamentos, as pessoas reclamam em relação aos veículos. Ela teve o seu carro arranhado, deixou o carro estacionado e quando retornou encontrou dois homens e um deles veio pedir dinheiro, confessa que tem evitado e deixado de comprar de muitos comerciantes, ficou com a porta do carro toda arranhado e agora tem receio de estacionar na praça, ou eles estão drogados ou estão bêbados. 

O Sr. Jocenilson é o responsável pelo trânsito, assegura que vai sinalizar e vai melhorar para usuários e comerciantes. Disse que vai proibir o estacionamento de uma lado de toda a Rua Pedro Marinho, uns vão ficar satisfeitos e outros não. Disse que na próxima reunião de Integração (das polícias) vão tratar de fazer um trabalho em relação aos flanelinhas para tentar coibir e pode até chamar um representante do Ministério Público para participar. Porque o que aconteceu com a Dra. Josélia é um crime. 

Outras autoridades como o Vice-Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marabá, Raimundo Alves da Costa Neto e empresários tiveram espaço para emitirem suas opiniões e críticas, infelizmente não gravei a reunião toda. Mas, acredito que o principal está colocado nesta postagem.

PRÓXIMA REUNIÃO 25 DE OUTUBRO NO MINISTÉRIO PÚBLICO.

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