O setor de
serviços que engloba o comércio é um dos mais produtivos na produção e geração
de riquezas, graças a iniciativa privada o comércio é pujante e se rebola para
se manter, sobreviver, não fechar as portas. O fechamento de um estabelecimento
comercial deveria ser motivo de comoção local, principalmente em decorrência
dos empregos perdidos, pais de famílias que, depois de décadas voltam a
procurar por novas vagas, mas, infelizmente, parece, que mais fecham do que
abrem empresas, a felicidade maior é vê-las de portas abertas. Do outro lado
está outro tipo de trabalhador, o empresário, geralmente esquecido e quase sempre mal visto
pela sociedade, é ele que gera 5, 10, 20, 50, 100 empregos e, sem
reconhecimento justo, é perseguido com uma das cargas tributárias mais elevadas
do mundo, por fiscalizações onde se cobra de tudo. Enfim, o patrão, o
empregador, paga os seus funcionários, paga o contador, paga os impostos
municipais, estaduais e federais, fica no vermelho, não lhe sobra nada.
Um
empresário é um trabalhador que trabalha muito mais do que 8 horas diárias,
muito mais. O seu pagamento é a sobra, se sobrar. Este setor fica alheio das
atenções dos representantes do povo (dos vereadores), do prefeito, de
entidades, não fazem uma campanha para se comprar no comércio local, campanha
de vendas, não apoiam as ações empresariais, enfim, não é visto.
Se não
temos um defensor, um representante do comércio a culpa é de todos os
empresários, procuram resolver seus problemas individualmente, não é fácil e
sofre muito. Há quem defenda os consumidores. Quem defende os comerciantes?
COMPRE NO
COMÉRCIO DE MARABÁ
No ano
passado criei esse blog para tratar do comércio local, colocar em evidência
notícias a respeito, no entanto, a bola não quicou, a planta não fez sombra, não
tivemos apoio, não conseguimos adesão. Neste ano procurei uma personalidade do comércio,
levando as mesmas ideias do ano passado e a mesma esbarrou, o argumento é que
precisamos ver a entidade crescer, ser representativa e lutar por isso, aquilo,
e mais aquilo, nada de incrementar ações na prática. Defende o comércio?
Compre no
Comércio de Marabá chegou em diferentes frentes, nelas não encontrou adesão,
apenas um pouco de simpatia. Se fechar uma empresa comercial e não for a sua,
não tem problema. Não se pensa num planejamento de ações com base numa produção
associada, sim, isso mesmo, nosso calendário cultural poderia ter atividades
empresariais atreladas, não tem. Quem luta pelo comércio, luta em prol de que?
É costume dizer que a cidade de Marabá possui tudo que há em uma capital, numa proporção
menor, claro. São peças soltas que não forma uma ação prática. Se quisesse,
poderia gerar muita coisa, inclusive, atrair indústrias para cá, isso
mesmo. O nosso município agora precisa de indústrias, que não sejam de extração
mineral (estas, não impactam no nosso comércio), as mineradoras trazem funcionários de
fora que nem gostam e nem compram aqui. Que indústrias seriam essas? Nós temos
a pecuária que produz uma quantidade enorme de produtos e subprodutos, certo? Temos
o setor da agricultura onde temos muitas terras, homens e água para produzir
alimentos, certo? Temos um centro logístico de localização estratégica, certo?
Temos dois rios importantes que poderiam servir a produção de peixes, certo?
Enfim, muitas coisas numa cidade que detém cerca de 11 universidades e que
ainda não aprendeu, não estudou, não fez um diagnóstico e um prognóstico do que essa cidade pode
investir com os recursos dos royalties da mineração, por exemplo, que um dia
vai se esgotar. Nem de recursos privados, zero a zero.
A campanha
Compre no Comércio de Marabá foi uma criança que morreu precocemente. Nasceu em maio e praticamente faleceu em setembro de 2018. Chegou ao mundo desnutrida de coragem, tomou sopa rala de apoios, se enfraqueceu de ações e morreu, como
tudo morre, se acaba. Morreu sem parecer que tenha nascido. E no comércio ainda continua cada um por si. Se virando nos trinta, caindo, ralando, batendo, morrendo.
A loja ali
na frente fechou. Fechou? Ah, bom. Tá bom. Tá bom nada sujeito, vai demorar um
tempão para abrir outra e os pais de famílias? Por que que fechou?
Quem se preocupa?
Eu sou do comércio e tinha que fazer esse desabafo. Estamos a procura, quem viu o Chapolin Colorado?

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