Hoje à tarde dei uma passada na Feira que
nas proximidades do antigo Shopping Titânio, na Nova Marabá, fui procurar por
Castanha do Pará, a nossa Castanha do Brasil, a Bertholletia excelsa, muito
abundante em nosso Estado e, por fatores adversos estão ficando cada dia mais
difíceis de se encontrar. Fui sem muitas esperanças e passei na primeira banca
e realmente não havia, o moço muito simples e humilde me apontou e disse:
"O Senhor vai ali naquela banca do homem de camisa vermelha que ele
tem". Segui caminhando devagar, vi muitas frutas belas e frescas, havia
uvas, maracujá, abacaxis enormes, bananas entre outras. Mais alguns metros e
uma Feirante se levantou e me perguntou o que queria, disse-lhe que procurava
por Castanha do Pará, e ela me fez a mesma indicação. Continuei minha
caminhada, devagar e olhando para as frutas e outra vez fui abordado, novamente
a indicação que na banca mais adiante eu encontraria. E perguntei se dava para
encontrar também açaí, a resposta foi, ali bem próximo o senhor vai encontrar,
pode seguir em frente.
Cheguei no local indicado, não
só havia a castanha como a pessoa me ensinou como tirar a casca, usando uma
faca caseira, bem prático. Fiz o desafio, mais o senhor não tem açaí, tem? E
tinha, estava no frigobar e ainda aproveitei para comprar a farinha de tapioca,
apropriada para a mistura com o açaí, também comprei amendoim já torradinho.
Ainda me foi oferecido a banana de fritar, mas, estava um pouco verde e eu
declinei.
Nesta feira de beira de estrada
tive uma aula grátis, sobre o Trabalho Colaborativo, através de feirantes,
pessoas simples que compreendem com muita facilidade a contribuição que um pode
dar ao outro. Eles não tratam os colegas como adversários, concorrentes, pelo
contrário, são solidários e ainda prestam um excelente serviço aos
consumidores. Sai muito satisfeito, realmente eles se ajudam e melhoram os
negócios uns dos outros.
O BRASIL PRECISA DO TRABALHO COLABORATIVO
Na atualidade a economia
brasileira ainda vive a fragilidade da crise que não tem pressa de ir embora,
chegou e se acomodou, nada está surtindo efeito para afastá-la, provocando
instabilidade em todos os setores, com algumas exceções, como é o caso do
sistema bancário que nunca é afetado. Mas, se lá em Brasília quando dizem que
estão ajudando, o efeito que chega para os consumidores e empresários e
totalmente adverso.
A realidade pode ser vista como
um "cada um por si", pouco importando com quem fecha as portas, seja
na indústria, no comércio. Ao longo dos anos nos deparamos com pontos estratégicos
nas ruas comerciais, cujo estabelecimento fechou e ali está a placa de
"aluga-se" ou de "vende-se", encerrando um ciclo benéfico e
positivo, mas, com as portas fechadas tudo ali se foi para o espaço. Situações
assim podemos ver diariamente, abre-se um comércio e fecha-se três, quatro ou
cinco, com a subtração de muitos postos de trabalhos.
A falta do Trabalho
Colaborativo há entre as empresas, cada um por si, como também, nas muitas
entidades de classe que não conseguem enxergar esse grandioso problema, apenas
aceitam comodamente, a justificativa é bem simples, o país está em crise.
Esquecem-se eles que a saída é a união em prol de uma ação, de estudar os
problemas e encontrar as soluções, mas, elas não virão de uma visão ou de uma
empreitada individual. Virá do conjunto, do coletivo, cada um assumindo uma
responsabilidade.
Tenho visto e observado muitas
justificativas para a mortandade de empresas no cenário local, cujas
expectativas estão condicionadas ao "se", "se vier isso, se vier
aquilo o comércio vai melhorar", e assim, fica determinado na cabeça
destes que só precisam esperar pelo futuro. Mas, desde quando a crise se
estabeleceu no Brasil, em Marabá? Dizer que teve início em 2014 é fácil pois,
foi quando realmente foi sentida.
Em 2010 o PIB Brasileiro
cresceu 7,5 por cento, mas, porém, entretanto, todavia, em 2016 o mesmo
alcançou 3,6 por cento negativo, a maior crise já registrada no Brasil. Em 2010
estudos dão conta que o índice de desemprego era de 7,4 por cento e chegou em
2016 a 12 por cento, a dívida pública saiu de R$ 1,69 trilhão para R$ 3,11 em
2016, com o resultado primário positivo em 2010 da ordem de R$ 58 bilhões para
negativos em 154 bilhões negativos. Tudo isso, esse empobrecimento aconteceu muito rápido, como uma queda livre.
Enfim, rogo a Deus que possamos
o mais rapidamente possível compreender e aplicar direito o
Trabalho Colaborativo em nossa cidade, não é coisa só de papel não, é de ação,
é de reunir e pegar para fazer alguma coisa, é parar de esperar que venha um
projeto ou uma indústria para resolver o problema que é muito mais complexo. A
oxigenação da economia passa pele compromisso elaborado e
executado conjuntamente. Sem Trabalho Colaborativo muito mais empresas fecharão,
se for o caso, chamarei os feirantes para umas aulas bem simples e funcionais, ou vamos perguntar no Posto Ipiranga.
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