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| Félix Miranda presidente do SINDICOM |
Não é comum vermos na imprensa elogios sobre o trabalho da polícia militar, algumas vezes, vemos críticas sobre a ineficiência aqui ou acolá, casos pontuais que ganham mais amplitudes com as críticas. O Sindicato do Comércio de Marabá fez solicitação ao Comando da Polícia Militar, tendo a frente o Coronel Roosvelt, ainda em 2017, através da Diretora Lia da Liberdade, para dar cabo a situação de roubos e furtos em via pública. As providencias foram tomadas naquela comunidade através de um trabalho integrado, envolvendo a Polícia Militar, Polícia Civil, DMTU e o Detran, que realizaram vários patrulhões, retirando de cena e espantando outro tanto de vagabundos, mudando substancialmente a situação para melhor. Edificando a paz e a segurança. Brilhante trabalho digno de reconhecimento público, de ser considerado "Cidadão Marabaense", entre outros merecimentos.
O Sindicato do Comércio tomou conhecimento de vários furtos, roubos e até mesmo arrombamento de lojas no perímetro da Avenida Nagib Mutran, resolveu tomar imediatas providências e chamar o Comando da Polícia Militar para uma reunião envolvendo-o juntos aos empresários. O encontro entre os empresários, os militares Major Oeiras e o Capitão Harley, com o presidente Félix Miranda, e os diretores Raimundo Neto, Lia da Liberdade, Paulo da Paraíso e Francisco Arnilson, aconteceu nesta terça-feira (14/08) às 19:00 horas, nas dependências do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC, situado na Nagib Mutran.
EMPRESÁRIOS RELATAM SOBRE VÁRIOS DRAMAS
Nos últimos três meses uma loja de confecções femininas teve três furtos com arrombamentos, os marginais entraram pelo telhado causando grandioso prejuízo. A empresária disse que teve dificuldades em fazer o Boletim de Ocorrências na Delegacia Distrital que fecha para o almoço, também reclamou da falta de rondas noturnas, ocasião em que os ladrões encontram maior facilidade em seus intentos ilegais. O prejuízo é grandioso, levaram 20, 30 mil em mercadorias, que mesmo assim, é obrigada a pagar também os impostos incidentes.
A gerente de uma conceituada ótica, foi vítima e se acha traumatizada com os dois recentes assaltos a mão armada, no interior de sua loja. Eles agem de cara limpa e nos intimidam com armas. A gerente disse desconhecer os motivos da retirada do trailer da Praça São Francisco, que impunham um pouco de segurança nas redondezas.
Um empresário se disse preocupado com o horário entre 12 e 14 horas, do almoço, é o mais perigoso para ele durante o dia. Nós trancamos a porta com chave por medo dos muitos que passam a olhar em tom ameaçador.
Outra empresária disse que o horário de abertura da sua loja e de outras, entre 7:30 e 8 horas da manhã é dos mais perigosos, os marginais aproveitam para tentar entrar nas lojas e fazer o primeiro assalto do dia. É um momento em que estamos desamparados e não passa a ronda e nem os veículos da polícia. Assegurou que este momento é apavorante.
A proprietária de uma loja que sofreu uma tentativa de arrombamento, durante a madrugada, disse aliviada que eles não conseguiram entrar na loja e não teve maiores prejuízos, simplesmente o conserto da porta de aço e a colocação de novas câmaras de filmagem, disse que eles tem muita sorte pois o equipamento de gravação estava com defeito. Disse da experiência de uma funcionária que passou pelo constrangedor momento de ser ameaçada a abrir a loja para ele roubar. Não conseguiu porque chegaram pessoas na calçada, justamente no horário das 8 horas da manhã. Polícia? Cadê a Polícia?
Sem querer apontar para essa ou aquela pessoa, um empresário constatou que ainda há muitos usuários de drogas na Praça São Francisco, muitos atuando como flanelinhas, sem no entanto comprovar que se trata destes, mas, eles são ousados e muitos deles são usuários de drogas. Fato que o deixa muito preocupado com sua loja nas imediações. O que fazer com os usuários de drogas?
Uma empresária relatou que tem visto nas últimas três semanas algumas rondas, com os policiais a pé, isto a deixa mais tranquila pois confia na ação que realmente põe respeito na Avenida, mas, no sábado passado, dia do Liquida Geral, não sabe explicar a razão, mesmo com o comércio agitado não viu os policiais que poderiam dar segurança aos compradores e comerciantes. Nós ficamos expostos, tivemos alguns furtos e ficamos sem segurança.
Outra empresária disse que bandidos entraram por uma casa em desmanche, levaram muitos objetos de uma marcenaria nas proximidades. Eles mexeram no meu comércio, as portas ficaram folgadas de tanto eles forçarem.
EMPRESÁRIA AMEAÇADA
No dia 05 de agosto houve um homicídio nas proximidades da Nagib Mutran, mataram um flanelinha a facada, uma delegada esteve no meu estabelecimento pedindo as imagens das câmaras de segurança. Um rapaz veio me procurar às 8 horas da manhã, queria a todo custo que eu desse as imagens para ele. Para ele disse que o equipamento estava há dias sem gravar nada e não tinha as imagens que ele queria. O meliante justificou a solicitação para ver quem havia matado o irmão dele e disse em tom de ameaça que tinha muitas facilidades em arrombar lojas e faria isso se não conseguisse dela esse material. Essa mesma empresária lembra que a sua loja era em outro ponto da mesma avenida e teve o seu estabelecimento arrombado, levaram tudo que eu tinha, tive que começar do zero, pagando as contas com dificuldades. Estou precisando da ajuda de todos vocês. Ela disse que tem medo dos flanelinhas que ficam na Praça São Francisco, são tantos e se a gente não der dinheiro para eles, riscam nosso carro, como se fosse o dono da rua.
A BANDIDAGEM TAMBÉM FAZ SUAS RONDAS
Um empresário ressaltou uma característica do perímetro da Nagib Mutran, concentra nas proximidades o Banco da Amazônia, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Bradesco e o Banpará, ou seja, por si já é uma região que precisa de trabalho inteligente nos períodos diurnos e noturnos, como já sabe, boa parte dos arrombamentos são feitos na madrugada, como aconteceu com uma loja de confecção e um salão de beleza recentemente. E uma empresária afirmou que a bandidagem também faz uso da inteligência e realiza suas rondas com sucesso, roubando de quem trabalha.
LIA DA LIBERDADE FALA DA EXPERIÊNCIA EM SUA COMUNIDADE
Sem dúvidas o Bairro da Liberdade já foi considerado muito violento, desde 2008 vem atuando para encontrar meios de reduzir os números da violência e dos furtos e roubos nos comércios da Avenida Antônio Vilhena, a Diretora e liderança comunitária Lia já é praticamente uma especialista e sabe tocar as peças para promover a segurança.
Lia assegura que os comerciantes da Cidade Nova tomaram a iniciativa correta, mas, diante de tantas ocorrências, por experiência própria, precisa envolver outros atores além da Polícia Militar, como a Polícia Civil, a Guarda Municipal, o DMTU, a Segurança Institucional e até mesmo a Promotoria da Criança e do Adolescente, para ver essa questão dos flanelinhas.
As ações da Lia com o apoio do Sindicato do Comércio, o Sindicom, melhorou em muito o comércio e a segurança da Antônio Vilhena, desde o ano passado criou-se um grupo de watsapp e tudo que acontece ou até mesmo uma suspeita colocada no grupo, deixa todos em alerta e chamam-no o policiamento que chega rápido. Foi através das reuniões com os empresários que foram realizados os patrulhões com participação de toda força de segurança, a ação era enérgica, um verdadeiro pente fino que tirou muita gente errada das ruas, evitou-se muitos roubos e furtos e até mesmo condutores irregulares. Recomenda que seja feito os patrulhões no perímetro da Cidade Nova e principalmente na Nagib Mutran, sem dia e sem hora certa.
Na ocasião a dirigente sindical Lia da Liberdade lembrou da cobrança da criação do 34º Batalhão de Polícia Militar no município de Marabá, sediado no núcleo da Cidade Nova, fato que seria de fundamental importância para dar apoio a este grandioso complexo habitacional, fato que poderia ter evitado o assalto as instalações da Prossegur, onde os bandidos fecharam a ponte para fugirem com o dinheiro roubado. A Diretora Lia informou sobre a resposta obtida e agora é um novo momento para tal decisão.
COMANDANTE FALA DAS AÇÕES PARA O COMPLEXO CIDADE NOVA
Estiveram presentes representando o Comando do 4º Batalhão de Polícia Militar sediado na Nova Marabá, o Major PM Oeiras na condição de Sub Comandante e o Capitão PM Harley apresentaram boas informações sobre melhorias da segurança pública. O Major Oeiras informou que o Capitão Harley assumirá o Comando da Polícia da Cidade Nova, cargo que estava vago, agora, com esta ação os serviços vão melhorar com um comando focado.
O Major ressaltou a importância do registro dos roubos, furtos, arrombamentos e outras ações em boletins de ocorrência, a polícia trabalha muito com base em números e estatísticas. Fez eco as palavras da Lia da Liberdade quando esta disse do trabalho conjunto, com a Polícia Civil, DMTU, Detran, Segurança Institucional, Bombeiros, para a realização dos patrulhões. Na ocasião afirmou que já há na Cidade Nova o policiamento ostensivo a pé, das 8 as 20 horas, e os casos mencionados pelos empresários, na parte da manhã e horário de almoço serão averiguados para as devidas providências.
A segurança em Marabá já melhorou muito, isso é confirmado pelos números que vem caindo mês a mês, e vai melhorar ainda mais, em breve a cidade estará recebendo 41 motocicletas e vai trabalhar em todos os bairros, sem contar as caminhonetes novas. Sobre o trailer, o mesmo foi reformado e recebeu melhorias, estava atendendo a Orla e vai voltar para a Praça São Francisco e servirá de base para a PM e até mesmo para a Guarda Municipal.
Sobre a implantação do 34º Batalhão de Polícia Militar o mesmo foi planejado para a atender a Cidade Nova, bairros, distritos e o município de Itupiranga, espera que em breve o Governador venha fazer o ato de ativação até o final do corrente ano. Outra boa notícia, a cidade ganhou 133 novos policiais e há outros 98 em processo de formação e estarão nas ruas até o dia 1º de março de 2019.
PALAVRA DO PRESIDENTE FÉLIX MIRANDA E RAIMUNDO NETO
O presidente do Sindicom Félix Miranda disse da percepção do que é ser um empreendedor nos dias atuais, até parece que o governo se tornou inimigo dos empresários, com tamanha carga tributária e falta de segurança. Ele acredita que a comunidade está unida e essa força, juntamente com o apoio do Sindicom, trará mais segurança, confia no trabalho do Comando da Polícia Militar que vem melhorando muito. Aproveitou para agradecer a numerosa presença dos empresários, fato que ajudará muito no trabalho a ser promovido, vamos conseguir melhorar com o apoio de todos.
Raimundo Neto, diretor do Sindicom que acompanha o trabalho da Lia, quando ambos atuaram no Conselho Interativo de Segurança e Justiça de Marabá, o CISJU no ano de 200, com uma belíssima proposta de intervenção, composta por várias entidades como a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, DETRAN, Defensoria Pública, OAB, DMTU, Sindicatos e Associações Comunitárias, com o objetivo de estabelecer elos entre os poderes para melhorarem a qualidade de vida dos cidadãos, através da discussão da solução dos problemas que incomodam a comunidade, mas, o CISJU ficou no passado, essa parceria importante está diferente.
Neto assegura que a comunidade unida tem muita força e o Sindicom está junto para agir no que for necessário e sugeriu a realização da próxima reunião no dia 04 de setembro. Enfim, o grupo de whatssap foi criado e agora estamos todos juntos.







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